A  COR  DAR  ...

Dar a cor do seu sorriso:
O branco da paz,
Que satisfaz.

Dar a cor do seu olhar:
O brilho
Do seu despertar.

Dar a cor do seu abraço:
O calor do vermelho
Do seu amasso.

Dar a cor do seu beijo:
O rosa
Do seu inoicente desejo.

Dar a cor do seu cheiro:
Todas as cores do arcoíris,
Que sobre a Aliança Divina nos diz.

(para a minha querida sobrinha Débora) 


MEMÓRIA SELETIVA
Que eu me lembre mais do Céu do que da Terra,
Das promessas do que da realidade,
Dos dons do que das dificuldades,
Da verdade do que da mentira,
Do amor do que da dor.

Que eu registre os sorrisos e apague as lágrimas,
Que eu conte as alegrias e não as tristezas,
Que eu colha as flores e descarte os espinhos,
Que eu desfrute as bênçãos e supere as tribulações,
Que eu invista nos sonhos e dispense o desânimo.

Que eu escolha agradecer, ao invés de lamentar;
Perdoar, ao invés de condenar;
Ajudar, ao invés de criticar;
Lutar, ao invés de se desesperar;
Obedecer, ao invés de sofrer.
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O MAIOR MILAGRE

Colocar o amor
Em primeiro luigar.
Setenta vezes sete perdor.
Ser um, como Jesus veio ordenar.
Nunca deixar
Raízes de amargura brotar.
As mágoas todas lançar,
Para sempre, no fundo do mar.
Das tristezas, não se lembrar.
Para o outro lado, virar.
Só para o Alto, olhar.
VENDO O INVISÍVEL

Ver o invisível...
É ver uma multidão
Atravessar o aberto mar.

É ver a água da rocha brotar,
A água amarga, doce ficar.

É ver cair do céu o maná,
E a carne para o alimento, chegar.

É ver a muiltidão se retirar,
Sem nenhuma pedra jogar.

É ver o vento e o mar se acalmar;
E, sobre a água, Jesus andar.

É ver alguns pães e peixes
Uma multidão alimentar.´

É ver o perseguidor sem enxergar,
Em perseguido e apóstolo se tornar.

É ver a morte ser vencida;
E a salvação ganhar.

É crer contra a evidência,
Mesmo que pareça demência.

Ainda que a figueira não floresça
E a erva, no campo, não cresça.

Ainda que os montes se lancem no mar
E toda a terra venha a derrabar.

Ver o invisível
É crer contra a esperança,
Confiar como uma criança.


O REI DA DIVERSIDADE

O homem vê a aparência.
O Senhor vê o coração.
O homem vê o exterior,
O Senhor vê a essência.
O homem vê a comparação,
O Senhor vê a diferênça.

O Senhor deu um dom
Para cada um, afinal.
A criação com exclusividade.
O respeito com a diversidade,
Cada um com a sua digital.
Ninguém é igual.
Todo mundo é especial!
CONFORTO E CONSOLAÇÃO
Você está cansado de tanto sofrer?
Lembre-se de Jesus em agonia
E de Seu suor em sangue verter.

Padece injustiça, perseguição, sofrimento?
Jesus, por nós pecadores,
Sofreu tudo isso no Seu julgamento.

Está doente de verdade?
Jesus levou sobre Si
Toda a nossa enfermidade.

Se sente só e abandonado?
No jardim e no calvário
Jesus foi traído, negado e rejeitado.

São grandes, a vergonha e a humilhação?
Sua morte na cruz foi suficiente
Pra você vencer, COM ELE, a tribulação.
(isso é que é sintonia perfeita)

NÃO DESISTA

Viva pela Fé:
Planeje com Sabedoria,
Aja com Prudência,
Busque com Vontade,
Lute com Coragem,

Caminhe com Persistência.

Lembre-se do seu Galardão,
O seu Esforço não é em vão.
É o Amor em ação,
Que vem do coração,
Fruto da Dedicação,
Que traz Edificação,

E manifesta Salvação.
LEVE A VIDA LEVE
Não bata na rocha.
Pelo poder de Deus,
A água brotará.
Não murmure em vão.
No silêncio, em oração,
Deus ouvirá.
Não grite nas esquinas.
Do seu quarto secreto,
Deus lhe recompensará.
Não tema a tempestade.
Os ventos e as ondas,
Ele acalmará.
Desfrute do maná de hoje.
Do amanhã,
Deus proverá.

NATAL NORDESTINO




Naquele deserto sem fim,
No chão rachado do sertão,
José caminhava devagar,
Maria tava com um barrigão
Carregada pelo jumentinho
Em silêncio e meditação.

Na primeira cidade que chegaram
Era grande a agitação.
Passaram por uma feira
Que vendia de tudo então:
Bicho vivo, bicho morto,
Muita traia de montão.

O lugar era animado,
Tinha muita diversão.
A música “Asa Branca”
Cantada com emoção
Lembra Luís Gonzaga,
O eterno rei do baião.

Um tocava sanfona,
Outro tinha o triângulo na mão,
Outro tocava a zabumba
Com muita animação.
O forró corria solto
Atraindo a multidão.

José e Maria cansados
Procuravam uma pensão,
Mas tava tudo lotado,
Não tinha mais vaga não.
A cada porta que batiam,
Era a mesma situação.

Voltando então na feira,
Encontraram um bom cristão,
Levaram os dois pra um abrigo,
Pois teve compaixão.
Era apenas uma estrebaria,
Mas tinha proteção.

Depois do sol escaldante
A lua fazia clarão,
Maria deu a luz
Ao filhinho do coração,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
O messias da salvação.

Perto dali os cangaceiros
Estavam de prontidão,
Amoitados de tocaia
Quando escutaram uma canção.
Eram os anjos anunciando
O nascimento do Rei e Sua missão.

-Oxente! Vixe! Arre!
O que será esta visão?
Bichinho, cabra da peste,
Não é o bando do Lampião.
Por que tu tá tão avexado?
Tu não é tão valentão?

Eles guardaram as peixeiras
E tomaram uma decisão:
Foram visitar o bebê,
seguiram naquela direção,
Estavam aperreados
Com espanto e admiração.

Levaram rapadura e carne-de-sol
Pra Maria ter sustança;
Um belo chapéu de couro
Pra José, o pai da criança;
Leite de cabra para o neném,
A nossa eterna esperança.

A notícia se espalhou
E foi grande a festança,
Buchada de bode
E muita comilança,
Enquanto na manjedoura
O Menino-Deus descansa.

Nele todos podem ter
Total e plena confiança,
Ele nasceu e morreu
Pra gente ter paz e bonança.
É pelo Seu sacrifício
Que o Céu você alcança.