JOSÉ, FILHO DE DAVI

Como era justo, José desposou Maria,
Não a infamou publicamente,
Intentou deixá-la secretamente,
Mas um sonho, tudo isso mudaria.

Homem obediente, de fé no coração,
Longânimo, humilde e ponderado.
Por um anjo, tudo foi explicado;
Recebeu a mulher e o filho, então.

Sujeitou-se a Deus e à Sua vontade,
Cumpriu suas obrigações em Belém.
Avisado pelo anjo, fugiu também,
No Egito, escapou da mortandade.

Aceitou a manjedoura e a estrebaria
E ajudou a esposa dar à luz,
O messias, o menino Jesus,
Creu na profecia que se cumpria.

Nem o nome escolheu,
Deus conosco, Emanuel,
Nosso Salvador fiel.
Novamente ele obedeceu.

Em Nazaré foi apresentado,
Simeão e Ana O abençoaram,
Sobre a Sua missão profetizaram,
Para crescer tão consagrado.

Adotar o Filho de Deus, deveria,
O filho de Davi, José, o carpinteiro.
O menino então cresceu por inteiro:
Em Graça, conhecimento e sabedoria.  

OU ISTO, OU AQUILO

Mantenha o pé em um barco ou outro;
Seja quente ou frio;
Sirva a Deus ou ao mundo;
Sirva a Deus com alegria ou será dispensado;
Perdoe ou não será perdoado;
Confesse ou adoeça;
Negue-se a si mesmo ou será rejeitado;
Seja o último para ser o primeiro;
Humilhe-se para ser exaltado;
Prossiga para o alvo e não olhe para trás;
Seja pobre de espírito e herdeiro do Reino;
Chore e será consolado;
Seja manso, mas com fome e sede de justiça;
Misericordioso e limpo de coração;
Pacificador, mas perseguido;
Sal da terra e luz do mundo;
Cidadão do céu e peregrino na terra;
Embaixador do Rei, mas servo de Deus;
Sacerdócio real e geração eleita;
Povo escolhido, comprado e remido;
Filho amado, amigo de Deus;
Ovelha fiel do Bom Pastor;
Mais valiosa que o passarinho, afinal.

INDICAÇÃO DE LEITURA - 4

DECEPCIONADO COM DEUS (Philip Yancey)

Com a objetividade que lhe é característica, o Pr. Silvado recomendou este livro com a seguinte observação: 
"Nele o autor fala muitas coisas a respeito do que esperamos de Deus e que Ele nunca prometeu" (Filemom Passado Apagado, p. 90).
"Decepcionado com Deus" é uma obra inusitada, são dois livros em um. 
No primeiro, ele argumenta sobre três perguntas que ninguém faz em voz alta: 
-Deus é injusto? Não, a vida é injusta.
-Deus está calado? Não, a nossa compreensão espiritual é limitadíssima.
-Deus está escondido? Não, a dor estreita a visão.
Parece paradoxal, mas "a fé requer incerteza". Conforme citação de Paul Tounier (p. 220) 
"onde já não há qualquer oportunidade de dúvida, também já não há qualquer oportunidade de fé"
No segundo, ele faz um estudo excepcional sobre o clássico livro de Jó: "Enxergando no Escuro". Que título sugestivo! Ele lembra a transformação dos três dias de trevas da morte de Jesus no glorioso e radiante domingo de Páscoa. Aleluia!


"...eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat. 28:20)    
APELO FINAL


No mundo terá aflição,
Mas tenha bom ânimo:
Eu venci o mundo
(por você, para você).
Terá aflições emocionais,
Físicas, financeiras...
Mas tenha fé!
Eu já sofri por você
Para você não desfalecer,
Para que o seu gozo seja completo,
Para que tenha vida em abundância.

Creia contra as evidências!
Não se deixe dominar pelas circunstâncias!
Não se guie por vistas!
Vá vencendo de glória em glória,
Olhando para o alto.
O Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Sou a sua força quando está fraco.
Esforce!
Não vive mais você,
Mas eu vivo...
Em você, por você, para você.
Você pode todas as coisas
Naquele que lhe fortalece...
Anima... segura... sustenta.

SOLDADO DE LUZ

Era uma vez um soldado
Que vivia prendendo
As pessoas amigas de Cristo,
Algumas acabavam morrendo.

Saulo era seu nome.
Um dia viajava apressado
Para prender os cristãos.
Até tinha um mandado.

No meio do caminho
Uma luz tanto brilhou,
Que o derrubou do cavalo
E cego o deixou.

Saulo conheceu Jesus
E deixou de ser perseguidor.
Tornou-se Paulo, o missionário,
Falando de Deus e do Seu amor.

Um dia foi preso com seu amigo Silas,
Ficaram cantando e orando.
Um guarda foi contratado
Para ficar vigiando e cuidando.

De repente, aconteceu um terremoto,
As correntes caíram e as portas se abriram.
O carcereiro ficou preocupado
Pensando: e se eles fugiram?

De tanto medo que sentiu,
Até tentou se matar,
Mas eles estavam lá
Para o carcereiro se acalmar.

Agradecido ele perguntou
Como poderia se salvar.
Paulo falou de Jesus
Para ele crer e amar.

Ele e sua família
Creram e foram batizados.
Paulo e Silas, depois,
Foram então liberados.

E assim foram aumentando,
Dia a dia, os soldados de Jesus,
Trabalhando para o Senhor dos Exércitos,
Mostrando o caminho da salvação e da luz


O PODER DA FÉ

Posso todas as coisas
Naquele que me fortalece,
Naquele que renova minhas forças
E me faz voar como a águia.

Posso andar no vale da sombra da morte
Sem ter medo porque Ele está comigo.
Posso andar sobre as ondas sem perigo
Porque Ele me segura com Sua mão forte.

Posso andar a segunda milha
Porque Ele me guia mansamente.
Posso dar a outra face
Porque Ele me deu a Sua vida simplesmente.

Posso amar meu inimigo
Porque Ele venceu com o bem.
Posso negar a mim mesma
Porque Ele me exalta também.

Posso ser atribulada,
Mas não serei angustiada.
Posso ficar perplexa,
Mas não desesperada.
Posso ser perseguida,
Mas não desamparada.
Posso ficar abatida,
Mas não destruída.
Posso cair,
Mas não ficarei prostrada.
Posso correr,
Mas não ficarei fatigada.

Posso ter bom ânimo
Porque Ele venceu o mundo.
Posso chegar até o Seu trono de Graça
Porque Ele me faz voar como a águia.
NOVE REQUISITOS PARA VIVER CONTENTE


  • Saúde suficiente para que o trabalho seja um prazer.
  • Bens suficientes para suprir suas necessidades.
  • Força suficiente para lutar com as dificuldades e vencê-las.
  • Graça suficiente para confessar seus pecados e abandoná-los.
  • Paciência suficiente para trabalhar até que seja realizado algo de bom.
  • Caridade suficiente para ver algo de bom em seu próximo.
  • Amor suficiente para movê-lo a fim de ser útil a outros.
  • Fé suficiente para tornar reais as coisas de Deus.
  • Esperança suficiente par amover todos os temores e ansiedade com relação ao futuro.
  • (Goethe - 1749 - 1832) 
O MILAGRE MAIOR

Ter fé não é ter certeza sempre,
É continuar caminhando mesmo numa estrada de dúvidas.
Ter fé não é carregar o peso mais pesado,
É tomar o jugo manso e suave de Jesus.
Ter fé não é escapar sempre dos enganos do coração,
É lançar sobre Cristo todas as nossas ansiedades.
Ter fé não é levar a cruz ininterruptamente,
É tomá-la a cada dia e seguir a Cristo.
Ter fé não é demonstrar um amor inabalável,
É reafirmá-lo (como Pedro) a cada questionamento.
Ter fé não é se livrar do choro,
É deixar Cristo enxugar toda lágrima.
Ter fé não é viver uma vida só de vitórias,
É ter bom ânimo diante das aflições.
Ter fé não é ser um mar calmo, sem tempestades,
É andar sobre as ondas e segurar a mão que Cristo estende.
Ter fé não é fazer milagres,
Pois o maior dos milagres é crer.
VOCÊ VALE MAIS

Mamãe, para Deus,
Você vale mais...
Que o passarinho e seu ninho,
Pois Deus é o seu refúgio e fortaleza.
Você vale mais...
Que a águia imponente,
Pois você sobe nas mãos do Onipotente.
Que o lírio belo e perfumado,
Pois você tem exalado
Um aroma perfumado
Ao altar sagrado
Do nosso Pai amado!
Você foi comprada
Por quantia inestimada.
Pelo Guarda vigilante
É protegida, é zelada! 
MEMÓRIAS DA SALA DE AULA

Aula planejada. Entrava na sala convicta do objetivo: alcançar mentes e corações. Informação e conhecimento à disposição de um público tão instável. Eu observava e sabia que era observada. Que jogo dramático! Nas primeiras filas, pares de olhos e ouvidos eram meus aliados, correspondiam a uma relação de cumplicidade. Eles sabiam por que eu estava ali e tentavam extrair o máximo que aquela relação poderia render. Digo poderia, porque decepcionei alguns, pois exposta às provocações implícitas e explícitas da turma da retaguarda, deixei-me ser conduzida e desviada do meu alvo não poucas vezes. Desastres naturais no início de experiência e no fim de carreira.
Reconhecimento e demonstrações de solidariedade mexiam com o meu senso de justiça – a professora quer ensinar e eu quero aprender. Que simplicidade! Que declaração direta e objetiva! Hostilidade e falta de consideração incomodavam mais ainda.  Para alguns, eu era uma tábua de salvação, uma porta aberta para um mundo de conquistas, de realizações. Para outros, uma pedra no sapato – por que ela não desiste? Ela não larga do meu pé. Ela me odeia. Que confusão de sentimentos!  
Para todos, eu fazia alguma diferença, surgia uma dificuldade aqui, superava-se outra ali, insistia na barreira intransponível de alguns, que talvez estivessem pensando - ela não me vê, ela não me entende, ela não sabe o que eu sinto... E as tradicionais “semanas culturais”? Concursos escolares? Mesmo ouvindo de alguns a pergunta típica “é obrigatório?” sempre participamos de todos, e, para contrariar os pessimistas, até ganhamos alguns prêmios.  – Despertava a consciência de outros, até ao ponto de ouvir: – professora, posso indicá-la para o concurso “Professor nota 10”?
O que eu consegui? Conquistar para o meu lado os declarados inimigos da leitura, levando-os além do primeiro questionamento – Quantas páginas tem? – Incentivar os futuros escritores: – Professora, essa história é maravilhosa! – Alvo alcançado: comunicar vida, expressar ideias. Hoje é o último capítulo de uma longa jornada... Toca o sinal... – Uh... Uh... Acabou a aula!  – Missão cumprida!


“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (II Tim. 4:7)